Sumiram as amostras realmente grátis. Agora, para você pegar uma amostra, sempre vem junto um preenchimento de um cadastro num site, um telefonema, entre outros.
Usada como isca para convencer o consumidor e o principal, criar hábito, a amostra grátis hoje em dia está complexa.
Acabei de ganhar um desodorante, numa viagem internacional. Que delícia, eu ganhei, simples assim. Ganhei e o levei para o hotel. Que sensação boa, mas fiquei preocupado em ter que fazer mais alguma coisa. As grandes marcas ainda utilizam essa ferramenta, porém nós, as agências, não poderíamos deixar a oportunidade de se relacionar, de fidelizar, de querer conquistar ainda mais. Não é preciso. Marketing de Relacionamento não é assim que se faz.
É a mesma coisa que você convidar alguém para comer na sua casa e, no convite, estar escrito: não esqueça de trazer a sobremesa. Isso não se pede, já está embutido na educação de cada um, tem que ser natural.
Não sou contra o ato de promoção por meio da amostra grátis, só estou levando ao leitor
uma reflexão sobre como se conquistar realmente o consumidor.
No B2B, o mercado farmacêutico ainda utiliza isso em visitas aos médicos. Só que entra outra variável negativa: estamos falando de saúde, remédios.
Não poderia existir indução numa área em que os resultados sempre devem ser beirando a perfeição.
Porém, o mercado se consolidou assim, porque num outro ângulo, os médicos também precisam conhecer as inovações de alguma forma.
Uma coisa não muda: o jeito que entregam as amostras grátis atualmente, são o jeito que o consumidor se relaciona com a marca amanhã.
O desodorante que ganhei? Comprei outro igual, gostei.
Acho que irei comprar mais vezes, mas isso é entre meu desodorante e eu, ok?
- Regis Amedi